O balanço de 2013 da Petrobrás é a perfeita demonstração contábil de seu fracasso operacional. Ele deixa claro que, não fossem as vendas de ativos e alguns acertos contábeis, não existiria o lucro anunciado pela empresa, de R$ 23,5 bilhões – e ressalte-se que, embora o valor impressione, é o terceiro pior dos últimos sete anos. Fosse a Petrobrás uma empresa de capital aberto sujeita à fiscalização de seus acionistas como são as demais com ações negociadas no mercado, e não uma estatal estritamente controlada por um governo que a transformou em instrumento de suas políticas econômica e partidário-eleitoral, seu Conselho de Administração teria destituído a diretoria executiva. Mas a maioria decisiva do Conselho e toda a diretoria fazem apenas o que o governo Dilma lhes determina. E o que lhes é imposto vem produzindo resultados financeiros desastrosos – e o plano de negócios da empresa para os próximos cinco anos não deixa dúvidas quanto à disposição do governo de manter o atual modelo -, com prejuízos para os investidores, que ainda acreditam no potencial da empresa, e para o País. Leia AQUI.