A atividade industrial continua em queda. Segundo os indicadores industriais divulgados nesta quinta-feira (5) pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), a capacidade instalada atingiu o menor patamar desde setembro de 2009 ficando em 80,7%, uma queda de 0,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior.
A capacidade da indústria é utilizada para determinar e auferir a possibilidade de crescimento da oferta e produção industrial. Quando ela cai, pode significar uma iminente falta de meios materiais para uma expansão da produção.
No ano, a capacidade instalada já acumula queda de 1,4 pontos percentuais.
Para o economista da CNI, Flávio Castelo Branco, “o primeiro semestre foi perdido, um semestre negativo, de frustração”. O economista explicou que ainda há uma grande dificuldade da indústria em relação à competitividade com os produtos estrangeiros.
“A competição é cada vez mais crescente. Esse é o ambiente que dominou esse primeiro semestre e de certo modo frustrou as expectativas da indústria”, afirmou Castelo Branco.
As horas trabalhadas e o faturamento também apresentaram queda de, respectivamente, 1,4% e 0,4% em maio. Em relação ao emprego, o índice ficou praticamente estável com crescimento de 0,1% em relação ao mês anterior.
A massa salarial e o rendimento médio também tiveram queda de 0,8% e 1,3% no mês de maio ante abril. Este resultado, segundo a CNI, é atípico já que estes dois índices não apresentam queda em relação ao mês anterior desde 2006.
PIB
Segundo o economista, a confederação já prevê uma revisão na próxima semana das projeções feitas pela entidade para o crescimento do PIB e do PIB industrial. Até o momento a indústria trabalha com crescimento de 3% da economia e 2% no setor industrial.