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Juventude em direção perigosa!

Raul Christiano

É impressão minha ou nos últimos tempos a ocorrência de acidentes de carros, com jovens alcoolizados ao volante, vem aumentando? Como pai de adolescentes-jovens normais e habituados a freqüentar baladas, regularmente regadas a bebidas, confesso a minha preocupação com o perigo rondando e já atingindo colegas e amigos próximos deles.

Apesar de todos os meus alertas e recomendações, sobre os efeitos do álcool e os perigos de assumir a direção nessas ocasiões, sou atendido em parte, porque se não vou buscá-los no fim do divertimento ou eles deixam de lado a opção por um taxi na volta, muitos dos seus convivas oferecem carona e a chance de acidentes com os meus vem por atalho. Só sei que por decreto, puro e simples, fracassarei, fracassaremos.

Os jovens são as maiores vítimas da violência no trânsito do país. Segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a cada ano tem aumentado o número de mortos e feridos devido a acidentes de trânsito entre pessoas de 18 e 29 anos nas estradas e rodovias. Em dados percentuais, as vítimas fatais do trânsito crescem vertiginosamente nos últimos anos, inclusive ocupam espaços maiores na mídia, porque há um sentimento de alerta geral para coibir isso.

Especialistas acreditam que a mistura de álcool com direção é o maior vilão dessa triste estatística e que o jovem precisa ter mais consciência nas viagens. Entre 65% e 70% dos acidentes de trânsito houve ingestão de álcool. Se você somar isso ao excesso de confiança do jovem e de velocidade, o resultado pode ser um acidente.

O governador Geraldo Alckmin está anunciando uma importante campanha educativa para colher os frutos da redução do consumo de bebida alcoólica por adolescentes. Assim como fez com o cigarro, o governo paulista quer fechar o cerco contra o consumo de álcool, desta feita controlando a comercialização desbragada de bebidas a quem não tem idade para beber.

Resolvi iniciar esta discussão porque estou convencido de que há muitos pais vivendo esse problema. Não deixei para depois da campanha educativa do governo, porque precisamos antecipar em casa a preparação dos nossos filhos para a validade dos recados que estão por vir. Morte prematura, não! Sou pela vida e defendo políticas públicas que protejam a sociedade em todas as suas faixas etárias. Estou consciente de que preciso fazer a minha parte, porque o Estado não é o meu pai!

E essa consciência me atormenta pela aproximação dos fatos relatados e denunciados frequentemente por todas as mídias. Minha apreensão se precipita por causa de um acontecimento recente. Acabo de saber, informado por minha filha, que três amigos seus envolveram-se em acidente grave no último final de semana. E eles não foram os primeiros e muito menos serão os últimos. Há tempo de mudar esse destino, conversando a respeito, além das palavras que substanciam as leis. Os perigos da direção estão em todos os lugares e não vou andar na contramão deles, quando posso alcançar modos preventivos educando!

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