A saúde no Brasil passa por um momento particularmente difícil. A rede pública continua a se debater com velhos problemas que não consegue resolver e, por isso, se agravam a cada dia. Por outro lado, a saúde privada se expande, mas isso não lhe permite – nem essa é a sua vocação – suprir a maior parte das falhas da rede pública, à qual, aliás, já está parcialmente ligada por meio de convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS). Ela pode ser apenas um complemento.
Reportagem do jornal Valor mostra que os números sobre a saúde impressionam à primeira vista, mas escondem graves deficiências. O País tem cerca de 6.800 hospitais públicos e privados, 500 mil leitos e 195 mil unidades de serviços, um conjunto que representa 10,2% do PIB. Mas todos os que utilizam o sistema de saúde conhecem a precariedade – com raras exceções – do atendimento oferecido pelo setor público. E, embora a saúde privada – pela qual se paga caro – seja bem melhor, também ela não está isenta de problemas, como atestam o elevado número de queixas dos usuários ao serviço de proteção ao consumidor e as frequentes medidas tomadas pelo poder público para fazer os planos de saúde respeitarem os compromissos assumidos com seus clientes. Leia AQUI.