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Nacionalização da violência

O Mapa da Violência 2013, que acaba de ser divulgado, contém dados altamente preocupantes sobre a situação da segurança pública no País, como já era esperado por todos os que acompanham o noticiário sobre criminalidade, embora registre também alguns avanços que mostram que nem tudo está perdido. Um dos pontos mais graves do problema, apontado pelo estudo coordenado pelo sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz para o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), é a generalização da violência, que não se concentra só em alguns grandes centros urbanos, como Rio de Janeiro e São Paulo.

A média nacional de homicídios, de 20 por 100 mil habitantes, já atingiu o dobro da taxa (10) acima da qual, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a criminalidade se equipara a uma epidemia. A situação chegou a um ponto em que o número de homicídios no Brasil (147.373), entre 2004 e 2007, ficou próximo do de mortos (169.574) em 12 dos maiores conflitos armados do mundo no mesmo período. E como consequência, entre outras coisas, dos deslocamentos de população provocados pela desconcentração industrial ocorrida nos últimos anos, esse quadro assustador está presente hoje em todas as regiões, das mais ricas às mais pobres. Leia AQUI

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