Com a produção nacional de gasolina e outros derivados de petróleo chegando ao limite máximo, a Petrobrás improvisa soluções para evitar problemas de abastecimento. Por exemplo, foi estabelecido pela Instrução Normativa 282, de 16 de julho, da Secretaria da Receita Federal, um prazo de 50 dias para entrega ao Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) da documentação relativa à importação de petróleo, derivados e gás natural. As empresas, em geral, têm prazo de 20 dias para a apresentação desses documentos. Com isso, criou-se uma defasagem na contabilização pela Secretaria do Comércio Exterior (Secex) da importação de combustíveis. A verdade pode tardar, mas acaba aparecendo. Pelas últimas estatísticas disponíveis, verifica-se que o valor acumulado de janeiro a outubro das compras de gasolina no exterior atingiu US$ 2,328 bilhões, um aumento de 122% em relação ao mesmo período de 2011. E estima-se que o gasto efetivo em 2012 ultrapasse US$ 6 bilhões, embora parte desse total só seja contabilizada em 2013. Agora, com o congestionamento dos portos, a Petrobrás estabeleceu “polos alternativos” para distribuição de gasolina, o que agrava os problemas de logística, principalmente no Norte e no Nordeste, onde o combustível chega por navio. Leia AQUI