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O truque falhou

O governo desistiu de mais um malabarismo financeiro, desta vez com envolvimento da Caixa e da Eletrobrás, para facilitar o fechamento de suas contas em 2013. Sem poder recorrer a mais essa criatividade contábil, o Tesouro terá um pouco mais de problemas para alcançar os R$ 73 bilhões de superávit primário prometidos pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A contribuição do novo malabarismo seria relativamente modesta, de cerca de R$ 2,65 bilhões, mas ajudaria a engordar um bolo formado por bônus de licitações de infraestrutura e outras receitas extraordinárias. Para alcançar a meta fiscal, o Tesouro tem vivido de bicos e de expedientes, incluída a redução da própria meta. A alternativa mais recomendável – uma gestão orçamentária mais séria e sustentável – continua fora de agenda.

Se a operação entre a Caixa e a Eletrobrás fosse concluída, seria possível diminuir a contribuição do Tesouro à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa conta, usada para cobrir os custos de geração térmica, foi sobrecarregada, neste ano, com os subsídios à redução das contas de eletricidade, um dos truques para administrar os índices de inflação.

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