Início Saiu na imprensa ‘Perda do emprego atingiu a juventude’, diz subsecretário do governo

‘Perda do emprego atingiu a juventude’, diz subsecretário do governo

JORNAL OVALE – Xandu Alves@xandualves10 @jornalovale

Aos 27 anos, Luiz Chrysostomo de Oliveira topou o desafio de assumir a Subsecretaria de Juventude, criada pelo governo de São Paulo em setembro do ano passado. A meta é aprimorar a política pública voltada para os jovens, especialmente a do emprego.

“A cada três jovens que começaram a pandemia trabalhando, um perdeu o emprego”, disse ele ao ‘Gabinete de Crise’ de OVALE. Confira:

Qual o principal impacto da pandemia entre os jovens?

A perda do emprego. Há pesquisa do Conselho Nacional de Juventude que mostra que a cada três jovens que começaram a pandemia trabalhando, um perdeu o emprego. Usavam esse dinheiro para pagar a faculdade ou ajudar em casa. Vamos priorizar o primeiro emprego para que esse jovem volte ao mercado de trabalho, por isso insistimos na qualificação profissional. Com home office, o jovem disputa com jovens do país e até de fora.

E as Casas da Juventude?

É um programa inédito do governo e serão construídas 40 Casas da Juventude espalhadas pelo estado. Contempla dois eixos principais: economia criativa e qualificação profissional. Nesse momento de dificuldade econômica em todo o mundo, a gente acredita que conseguir o primeiro emprego vai ser muito difícil para o jovem, e por isso queremos levar a qualificação profissional para os municípios. Vamos construir as casas do zero. A prefeitura vai doar um terreno e o Estado vai construir, e depois a prefeitura terá a contrapartida de equipar e custear o espaço, para manter de forma ativa o local.

Serão selecionadas cidades com menos de 150 mil habitantes?

A escolha dessas cidades é porque é onde o jovem mais sofre para conseguir se qualificar profissionalmente, onde muitas vezes não tem um espaço do governo do Estado voltado para a qualificação profissional. Nessa primeira fase, a gente priorizou essas cidades e também àquelas que já tenham o Conselho de Juventude ativo. Acreditamos no diálogo entre a sociedade civil e o governo local para construir políticas efetivas para a juventude.

A RMVale é candidata?

Vamos definir as cidades até a semana que vem e o Vale do Paraíba tem cidades que se qualificam dentro dos critérios e que já pediram a casa, como Piquete, Ubatuba, Lorena e São Luiz do Paraitinga. Vamos divulgar as cidades que receberão o programa.

Educação e cultura entram?

São coisas correlatas. O governo aumentou a bolsa para que o jovem não evada da escola. Na pandemia, com a retomada de forma consciente dos espaços, acho que isso vai melhorar. As Casas da Juventude também serão polos de cultura e queremos que os jovens usufruam tanto dos cursos como de espaços de lazer e cultura.