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Unidade e trabalho

Por Marco Vinholi

 

Finalizado o intenso processo de prévias internas é hora do partido se unir a construir uma plataforma que possa representar a alternativa de desenvolvimento para o Brasil

A democracia interna sempre foi um pilar fundamental do nosso PSDB. Em São Paulo, nosso modelo de governança, seja com diretórios sólidos, coordenadorias eleitas através de votação e, principalmente, os importantes processos de prévias que vivemos são bases fundamentais para estarmos com mais de 27 anos de governo do estado.

Através de um processo de escolha para o candidato à Presidente da República por prévias nacionais, sem precedentes na história da democracia brasileira, o PSDB ousou e superou um paradigma fundamental na consolidação dessa democracia interna. Ainda que com aprofundamentos necessários, como o peso igual para todos os filiados, o PSDB se torna cada vez mais um partido sem dono, um partido das bases e não de caciques.

O PSDB de São Paulo deu show. Representamos 22.7% dos filiados do PSDB, mas nossa participação superou os 65% do total, quase o triplo. Nosso peso no total de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores perante os votantes totais também cresceu muito no resultado final. O significado disso é que não somos somente o maior partido do estado, mas também o mais organizado e com filiados mais orgânicos.

Muitos diretórios superaram os 50% de participação dos seus filiados, com destaque para a Lavínia do querido Prefeito Salvador Matsunaga, com mais de 70% de participação. Quando chegamos em 2019, o partido tinha pouco mais de 300 diretórios, hoje tem perto dos 645. Essa participação não foi construída do dia para a noite, mas trabalhando em cada feriado, cada domingo, cada fim de dia, enquanto outros descansavam ao longo desses dois anos. E a vitória de João Doria teve o apoio maciço do nosso estado em todos os números apresentados.

É fundamental dizer que a democracia pressupõe posições divergentes entre os filiados em uma disputa dessa ordem. Contamos com três grandes pré-candidatos, cada um a seu estilo representando sentimentos e reflexões do PSDB. Passado o processo, é hora de ressaltar a qualidade deles e não os seus defeitos. Se nas prévias a linha obvia era estabelecer as suas diferenças, agora o momento é de trazer a luz cada vez mais as suas convergências. Ao final, falamos de três pessoas sérias, com serviços prestados a população de maneira honrada,  com respeito as liberdades individuais e a diversidade dos brasileiros e sobretudo espírito público.  Do liberalismo econômico necessário para tirar o Brasil da galopante inflação, a exemplo de FHC, da visão social de Mario Covas, Ruth Cardoso, do municipalismo de Montoro e José Serra. Dos liberais, sociais-democratas e democratas cristãos da nossa concepção.

Mas agora vem a nossa grande missão. Nossa, como filiados e tucanos de verdade. O compromisso de união, de maneira sincera e desprendida, sem vencedores ou vencidos em um processo como esse. O que o mundo político observa hoje é se seremos um partido coeso e orgânico, onde todos se juntam com o compromisso publico e partidário para apoiar os candidatos do partido.

Nesse momento, a união dos companheiros que apoiaram todas as candidaturas em torno da concepção do projeto do PSDB para o estado e para o país, representados por Rodrigo Garcia e João Doria. Todos são bem-vindos e terão espaço nessa trajetória democrática que teremos. O momento, tucanos de São Paulo, é de unidade e trabalho. Vamos juntos!

 

*Marco Vinholi é presidente estadual do PSDB-SP